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Dez08

Museus de São Paulo têm semana de programação contra o preconceito

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Daniel Mello
Agência Brasil

Até o próximo domingo (11), os 19 museus estaduais de São Paulo fazem uma mobilização contra as diversas formas de preconceito. Intitulada Sonhar o Mundo, a ação traz palestras, rodas de conversa, exibições de filmes e intervenções artísticas, abordando o tema sob diversos aspectos. “Se as pessoas estão, de alguma maneira, sendo educadas para o preconceito, a gente também pode usar as nossas instituições para tensionar esse olhar”, diz a diretora de Museus da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, Cristiane Batista.

No Museu da Imigração, localizado na Mooca, zona oeste paulistana, entra em cartaz a exposição Direitos Imigrantes: Nenhum a Menos, feita em curadoria compartilhada com refugiados que vivem na capital. No Museu Afro Brasil, no Parque Ibirapuera, na zona sul da cidade, estará disponível a visita guiada Sonhar o Mundo sem Racismo.

Dentro da Estação República do Metrô, no centro, onde fica o Museu da Diversidade Sexual, será dada orientação a pessoas que sofreram discriminação. “Qual é a rede de proteção que essa pessoa deve procurar. O que ela pode fazer para denunciar isso”, destaca Cristiane sobre as informações que serão fornecidas pela Comissão de Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil.

Os acervos das instituições também terão destaques sobre peças específicas. “Você tem, por exemplo, uma sala de DNA no Catavento que trás essa questão. Afinal, a descoberta do DNA elimina a questão de raça, não existe uma diversidade de raças”, exemplificou a diretora.

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Dez07

Presépios de 20 países integram exposição em São Paulo

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Fernanda Cruz
Agência Brasil

O Santuário São Francisco de Assis recebe, na capital paulista, a exposição de presépios vindos de 20 países, como França, Bolívia, México, Rússia, Itália, Alemanha e Israel. Nesta 27ª edição, que tem como tema “A paz entre os povos”, são apresentados 59 presépios.

As obras, confeccionadas em papel machê, madeira, porcelana, biscuit, gesso, pedras e barbante trançado, fazem parte de acervo de colecionadores internacionais e da coleção franciscana, que tem mais de 800 presépios que trazem, a partir das visões de artesões das diferentes nacionalidades, a famosa cena do menino Jesus na manjedoura, ao lado de Maria e José.

Frei Alvaci Mendes da Luz, pároco e reitor do Santuário São Francisco, explica que as diferentes culturas são representadas sob a ótica de cada lugar do mundo.

“Tem um presépio da patagônia chilena, com representações da patagônia, tem urso polar, a sagrada família dentro de um iglu, com gelo, frio. Temos um presépio do Rio Grande do Sul, com trajes típicos gaúchos. O José com roupa de gaúcho, Nossa Senhora com roupa da prenda, os reis magos com cavalos, em vez de camelos”, disse o frei.

Tradição do calendário natalino em São Paulo, a exposição é organizada há 27 anos. A escolha do santuário, de São Francisco de Assis, é porque o santo foi o primeiro a montar um presépio na forma conhecida hoje. A ideia surgiu enquanto o santo lia, numa de suas longas noites dedicadas à oração, um trecho bíblico que narrava o nascimento de Cristo.

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Dez06

Crise provoca desmobilização das bibliotecas parque do Rio

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Alana Gandra
Agência Brasil

A crise financeira que afeta o governo fluminense provocou o início do processo de desmobilização e devolução da rede de bibliotecas parque, administrada pelo Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG) desde 2014. Época em que foi assinado contrato de gestão com o governo do estado do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria de Estado de Cultura.

Desde a última quinta-feira (01), as unidades Estadual e de Niterói, operam de 11h às 17h e as unidades de Manguinhos e Rocinha operam de 10h30 às 16h30, enquanto os 153 funcionários das bibliotecas trabalham com aviso prévio.

O diretor do IDG Henrique Oliveira informou que o contrato de gestão, originalmente, terminaria só em 2018. Mas, a execução necessitaria de aproximadamente R$ 20 milhões por ano, em valores atuais, para as quatro unidades.

“Diante da incerteza de viabilidade econômica até o momento, e por uma questão de segurança econômica e jurídica trabalhista do instituto, perante a sociedade e os empregados que compõem nosso quadro, não podemos colocar em risco essa segurança, Chegamos ao limite", disse Henrique.

Por essa razão, o IDG pôs todos os empregados em aviso prévio a partir de 1º de dezembro, e se até 31 de dezembro não surgir uma solução de continuidade econômica do projeto, os empregados não ficarão sem receber verbas e direitos trabalhistas, pois "temos recursos para desmobilizar esse time como um todo”.

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Dez05

Corpo de Ferreira Gullar é enterrado no mausoléu da ABL

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Akemi Nitahara*
Agência Brasil

Ao som dos versos que escreveu para a composição O Trenzinho do Caipira, de Heitor Villa-Lobos, cantados à capela por amigos e parentes, o corpo do escritor Ferreira Gullar foi sepultado no mausoléu da Academia Brasileira de Letras (ABL) na tarde de hoje (5), no Cemitério São João Batista, em Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro.

Em cerimônia simples e rápida, as últimas palavras de homenagem foram do jornalista e professor de cultura brasileira Leonel Kaz, que relembrou as conversas quase que cotidianas que manteve com o poeta nos últimos quatro anos. Kaz editou o livro A Revelação do Avesso — Colagens em Relevo de Ferreira Gullar, publicação artesanal que traz obras tridimensionais em metal do poeta.

“O Gullar dizia sempre que nós somos o imaginário daquilo que imaginamos que nós somos. E cada país tem um imaginário daquilo que imagina que é. E o Gullar era realidade, era ilusão e era imaginário de si mesmo, com uma força tão impressionante. O que impressionava no cotidiano com ele era a vida e a defesa das ideias. A vida é uma invenção e ele deve ter sido uma invenção de si mesmo, de uma forma completamente autêntica e que nos agarrava com tanta intensidade amorosa”, disse Kaz antes de encerrar a homenagem com a leitura do poema Uma Pedra É uma Pedra.

O poeta morreu no domingo (4) no Hospital Copa d’Or, na zona sul do Rio, aos 86 anos, devido a complicações de insuficiência respiratória. Ele era membro da Academia Brasileira de Letras desde 2014. No velório, que ocorreu desde as 11h na ABL, as últimas palavras foram do presidente Domício Proença Filho, que destacou a autenticidade da linguagem, da arte e da vida de Gullar.

“Ele nos deixa várias lições de autenticidade, de quem era fiel a seus princípios e a suas ideias, com a capacidade rara de reformulá-las diante do imperativo da mudança. Ele nos deixa a lembrança do alegre entusiasmo de sua presença assídua nesta casa, onde devia ter ingressado há muito mais tempo. Gullar, o levaremos sempre no nosso coração. Enquanto houver poesia e arte, muitos falarão de você, dos seus feitos, de sua coragem. E desse dizer, sabemos todos, é que se nutre a imortalidade.”

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